📰 Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de epilepsia em adultos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de um novo medicamento indicado para o tratamento de crises epilépticas em adultos. O remédio, chamado Xcopri, tem como princípio ativo o cenobamato e é destinado a pacientes que continuam apresentando crises mesmo após o uso de outros tratamentos.

A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (9). O medicamento é produzido pela Momenta Farmacêutica e atua reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, mecanismo que ajuda a diminuir a frequência das crises epilépticas.

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios repetidos de crises provocadas por alterações na atividade elétrica cerebral. Além do impacto na rotina dos pacientes, a doença pode aumentar o risco de acidentes e está associada a complicações como ansiedade, depressão e até morte súbita em alguns casos.

De acordo com a Anvisa, cerca de 30% das pessoas com epilepsia não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis, continuando a apresentar crises mesmo com o uso de medicamentos.

Resultados de estudos clínicos apontaram efeitos positivos do cenobamato. Entre os pacientes que utilizaram 100 mg por dia, cerca de 40% apresentaram redução de pelo menos 50% nas crises. Já entre aqueles que receberam 400 mg diários, a redução foi observada em 64% dos casos. No grupo que utilizou placebo, a melhora registrada foi de 26%.

Apesar da aprovação do registro, o medicamento ainda não está disponível para venda imediata. Antes de chegar ao mercado, o preço máximo precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A possível oferta do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também dependerá de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e de decisão final do Ministério da Saúde.

Especialistas alertam ainda que o medicamento não é recomendado para pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma condição genética rara que pode causar arritmias cardíacas.

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