A China aprovou o uso clínico do primeiro chip cerebral voltado à recuperação de movimentos em pessoas com paralisia, marcando um avanço significativo na área de neurotecnologia.
A tecnologia, conhecida como Interface Cérebro-Computador, foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, em Pequim, e teve seus resultados publicados na revista Nature na última segunda-feira (16).
O sistema permite que pacientes transformem a intenção de movimento em ações reais por meio de dispositivos externos. Na prática, usuários conseguem, por exemplo, abrir e fechar a mão com o auxílio de equipamentos conectados ao chip.
O implante é realizado por meio de um procedimento minimamente invasivo e opera sem o uso de fios, o que representa um diferencial em relação a tecnologias anteriores.
O dispositivo foi desenvolvido especialmente para pessoas com paralisia causada por lesões na medula espinhal, principalmente aquelas que perderam os movimentos das mãos.
Especialistas apontam que a aprovação para uso clínico abre caminho para novas aplicações da tecnologia, ampliando as possibilidades de reabilitação e qualidade de vida para pacientes com limitações motoras.


